A consulta acaba e o prontuário já está escrito.
O atendimento por WhatsApp tria pela especialidade certa e marca na agenda real do profissional. A consulta acontece. E quando ela termina, a anamnese e a prescrição já estão redigidas — como rascunho, esperando a assinatura de quem atendeu.
Orienta o caminho do cuidado e colhe o relato. Concluir é com o profissional.
O documento nasce rascunho. Quem atendeu é quem libera — e a trilha guarda quem foi.
O WhatsApp que a clínica já divulga e a agenda que ela já usa.
O gargalo da clínica não é marcar consulta.
Marcar, quase todo mundo resolve. O que não fecha é o resto: a recepção que some do balcão para atender o telefone, a ficha que ninguém preencheu antes, e o prontuário que o profissional escreve à noite, de memória, três consultas depois.
A mensagem das 22h
Chega fora do expediente, é sobre dor no peito, e fica esperando as 8h. O assistente responde na hora — e, se o relato tiver sinal de urgência, orienta o caminho de emergência antes de qualquer inteligência artificial entrar na conversa.
"Com qual doutor eu marco?"
A pessoa não sabe a especialidade — ela sabe o sintoma. A triagem lê o relato, escolhe entre 14 áreas clínicas e oferece só os horários reais do profissional que atende aquilo naquela unidade.
O prontuário de memória
É onde o tempo some e onde o erro mora. A consulta em vídeo é transcrita com quem falou e quando; a anamnese e a prescrição saem daí, escritas só com o que foi dito.
Entre o que a máquina escreve e o que vale como documento, existe uma pessoa.
Esta é a decisão que organiza o produto inteiro. Um fluxo que gerasse e enviasse sozinho seria uma inteligência artificial assinando no lugar de quem responde pelo atendimento.
A consulta é registrada
Transcrição em segmentos — cada fala com quem falou e em que instante. Sem IA nenhuma. É a peça auditável, o que sobra para conferir quando algo for contestado.
O escriba redige
Anamnese a partir do que o paciente relatou; prescrição a partir do que o profissional indicou em voz alta. O que não apareceu na conversa recebe "não referido".
Quem atendeu assina
O documento nasce e continua rascunho. Ele só vale depois que o profissional daquela consulta libera — e a plataforma guarda quem foi e quando.
E a receita não é mensagem de WhatsApp. Prescrição válida exige assinatura do profissional (CFM 2.299/2021 e ICP-Brasil na via digital), e nada aqui assina nada.
O que o paciente recebe são as orientações da consulta, com o aviso de que o documento assinado é entregue pela clínica. A anamnese não vai por mensagem em hipótese nenhuma: é registro de prontuário.
A recepção volta a ficar na recepção.
Atende sempre
Sábado, feriado, 3h da manhã. Quem chega é respondido, triado e marcado — não deixado em visto.
A ficha chega preenchida
A pré-consulta é oferecida antes do horário marcado, no WhatsApp, e o que a pessoa responde chega junto com ela.
A fila de assinatura é visível
O profissional abre o portal e vê exatamente o que está esperando por ele. É o gargalo do método, e ele deixa de ser invisível.